Tipo do câncer de Biaggi, cabeleireiro das famosas, atinge cerca de 10 mil brasileiros

O cabeleireiro das famosas, Marco Antônio de Biaggi, superou um câncer agressivo chamado linfoma não-Hodgkin, que também já acometeu Reynaldo Gianecchini e Edson Celulari.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), as últimas estimativas apontam para 10.240 novos casos a cada ano, sendo pouca a diferente entre o número de homens e mulheres com a doença.

Após meses internado em um hospital, alternando períodos de coma absoluto com outros de alucinações devido ao excesso de remédios, o cabeleireiro Marco Antônio de Biaggi, de 50 anos, começou a recuperar a consciência em setembro do ano passado. Estava feliz em poder falar e reconhecer as pessoas, mas levou um choque com a transformação de seu corpo. Não eram os vinte pontos no peito, aberto em razão das pontes de mamária e de safena, que mais lhe chamavam a atenção.

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Devido à perda de tônus e de massa muscular, Biaggi não possuía forças para fazer movimentos simples. Seis enfermeiros tiveram de carregar o paciente de 1,93 metro quando ele precisou ir ao banheiro pela primeira vez, depois de retirar as sondas.

 

O que é o linfoma não-Hodking?

“É um tipo de câncer que afeta o sistema linfático e está diretamente relacionado ao sistema imunológico, ou seja, as defesas do organismo. É quando surgem células malignas que se originam nos gânglios, que são muito importantes no combate às infecções”, diz a onco-hematologista Mariana Netto de Oliveira, do Centro de Oncologia do Hospital 9 de Julho.

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De acordo com a especialista não se trata de uma doença rara e costuma acometer indivíduos de todas as idades.

O INCA aponta para 20 subtipos de linfoma não-Hodking. “Dependendo do tipo pode ser muito agressivo, sim, mas é muito tratável”, conta a especialista.

Sintomas típicos da doença

“Os sintomas podem mudar de acordo com o subtipo que o paciente tem. Mas no geral, os mais comuns são os agressivos, que apresentam sinais claros como crescimento rápido de gânglios próximos ao cotovelo, joelho e ao intestino. Além de fadiga, febre, emagrecimento sem motivo, coceira na pele e sudorese intensa no período noturno”, fala Mariana Netto.

Os linfomas não-Hodkings menos agressivos crescem devagar, apresentam poucos sintomas clínicos e levam anos para serem notados.

Como é o tratamento?

Os tratamentos podem variar muito. Há pacientes que precisam fazer apenas acompanhamento da doença e outros que precisam de quimioterapia com associação de imunoterapia e radioterapia. Ao contrário de outros tipos de câncer que podem necessitar de cirurgia para retirada de célula cancerígena, no linfoma não-Hodking isso não é possível.

Grupos de risco

Por se tratar de uma doença ligada diretamente ao sistema imunológico, pessoas que têm o comprometimento do mesmo têm mais chance de sofrer com esse tipo de câncer. Ou seja, quem tem hepatite B ou C, HIV e doenças autoimunes como lúpus. “É o caso apenas de doenças mais graves e que geram uma alteração crônica do sistema imunológico”, fala a onco-hematologista.


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